calai

Abril 18, 2009

papéis em branco
sobre nós
jornais calados
em voz de ninguem
niguem diz alem
do que nós
de que nos cabe ir alem
da voz

asfaltos e praças
de ninguem
retratos e máquinas
nos dizem calados
que alguém
sangrou as palavras
sem nós

disatam milagres
porém
sob o brilho de pérolas
plásticas
de mares e pontes
de ninguém
refúgio da sorte
trágica

resgatam milhares
de alguéns
dos trilhos de torres
mágicas
de olhares e cores
de ninguém
reduto de mortes
plásticas

arcano lunar

Abril 18, 2009

eis o terreno dos fecundos
eis a pátria dos poetas
eis meu supra entre os mundos
eis o lado escuro da moeda

sépia e carmim

Abril 18, 2009

mãos de cores caçam,
e os cactos, e os cactos
e o zeppelin, e o zeppelin
um portal e a terra se perde
em sépia e carmin
entre rodopios, pontes e mares
martires e penas se deixam pra tras
em sépia e carmin
cria, recria e acaba
fechadura e porta
o sono e o sonho
e o sono
em sépia e carmin